domingo, 15 de dezembro de 2013
Configurando as interfaces de Rede manualmente
Se você teve problemas com a configuração das 2 máquinas Linux via dhcp, você pode configurar a rede manualmente e esquecer os problemas.
Lembre-se de fazer a configuração segundo a nomenclatura. No meu caso vou configurar a máquina Cliente com o endereço 10.0.66.100 e o Servidor como 10.0.66.254.
Cliente
Basta conferir o arquivo de configuração da rede, então vá na máquina cliente e abra o arquivo:
nano /etc/network/interfaces
O conteúdo na máquina Cliente deve estar assim:
auto lo
iface lo inet loopback
auto eth0
iface eth0 inet static
address 10.0.66.100
netmask 255.255.255.0
network 10.0.66.0
broadcast 10.0.66.255
nameserver 10.0.66.254
gateway 10.0.66.254
Veja que indiquei o endereço do servidor como DNS (nameserver) e gateway (roteador).
Reinicie o serviço de rede para aplicar a nova configuração:
service networking restart
ifup eth0
ifup lo
Servidor
No servidor, a configuração é bem parecida, mas não é necessário colocar o DNS e gateway para a interface de rede interna. Abra o arquivo com o nano e confira o conteúdo:
auto lo
iface lo inet loopback
auto eth0
iface eth0 inet static
address 10.0.66.254
netmask 255.255.255.0
network 10.0.66.0
broadcast 10.0.66.255
auto eth1
iface eth0 inet dhcp
Em seguida reinicie o serviço de rede e as interfaces com o seguintes comandos:
service networking restart
ifup lo eth0 eth1
Ao final de tudo verifique a conectividade de uma máquina à outra usando o comando ping:
ping -c 4 10.0.66.100
ping -c 4 10.0.66.254
Configurando o SAMBA
O Samba é o programa que possibilita o compartilhamento de pastas e outros serviços no Linux de forma compatível à máquinas Windows.
Neste tutoria vou mostrar como compartilhar uma, ou mais, pastas pelo samba e como acessá-las pelo Linux e Windows.
O samba é um serviço de rede, então se a sua rede não está configurada para que as máquinas se comuniquem nada dará certo.
Você pode ter algum problema com as interfaces de rede estarem desativadas, use os seguintes comandos para garantir:
ifdown lo eth0 eth1
ifup lo eth0 eth1
ifconfig lo up
ifconfig eth0 up
Use o comando ifconfig para conferir as configurações de cada interface.
Por fim você pode testar a conectividade entre elas usando o ping. Por exemplo, vou disparar um ping da máquina cliente para o servidor:
ping -c 4 10.0.66.254
Se houver resposta tudo bem.
Instalando o SAMBA e o SWAT
Primeiro vamos instalar os pacotes do samba e do swat:
apt-get install samba swat
Durante a instalação ele pode pedir algumas configurações, deixe tudo como está e aperte OK.
O Swat é apenas uma ferramente de configuração do arquivo do samba. Ele facilita muito as coisas, mas o ideal é que depois de uma configuração via swat você abra o arquivo "/etc/samba/smb.conf" para fazer alguns "ajustes finos", antes de finalizar a configuração.
Preparativos
Ante de tudo devemos saber, é claro, que as pastas compartilhadas pelo SAMBA devem existir no sistema, o mesmo vale para os usuários. Os usuários que vão acessar as pastas compartilhadas no SAMBA devem ser criados no sistema (servidor) e depois cadastrados no samba.
O servidor vai compartilhar a pasta "/mnt/pub", com nome de compartilhamento Público, então primeiro vamos criar a pasta:
mkdir /mnt/pub
A pasta deve ter permissões para os usuários que vão acessar via samba, então vamos ajustar as permissões para que 2 usuários tenham acesso à pasta. Os usuários joao e maria vão ser criados, e o grupo lab3 também. Em seguida vamos adicionar joao e maria ao grupo lab3, e alterar o grupo da pasta pub para lab3. Por fim conceder permissões totais ou dono e ao grupo na pasta pub,
adduser joao
adduser maria
addgroup lab3
addgroup joao lab3
addgroup maria lab3
chgrp lab3 /mnt/pub/ -R
chmod 770 /mnt/pub -R
ls -la /mnt
Veja que agora o dono da pasta continua o root, mas pertence ao grupo lab3. Com permissões 770 os membros do grupo (joao e maria) terão permissões totais na pasta.
Os usuários criados devem ser cadastrados no samba para terem acesso via samba.
smbpasswd -a joao
smbpasswd -a maria
Quanto às senhas, coloque sempre 123 para evitar a fadiga :-). Mas NUNCA use em ambientes reais!
Configurando via SWAT
Para acessar o swat e começar a sua configuração entre no modo gráfico, e abra o navegador. Em seguida digite o seguinte endereço:
http://127.0.0.1:901
O swat vai pedir usuário e senha, use o root.
Caso o SWAT não abra no navegador você deve editar o arquivo no INETD e descomentar a linha dele. Abra o arquivo:
nano /etc/inetd.conf
em seguida remova o comentário da linha:
Em seguida reinicia o computador.
Aberta a interface do swat clique em Globals. Esta sessão é a principal e todas as configurações ali valem para todas as pastas do samba.
Uma rede SMB trabalha com o conceito de grupos de trabalho. Cada grupo de máquinas é configurada em um grupo de trabalho e cada uma tem o seu nome (netbios-name) para serem identificadas. Neste exemplo teremos 2 máquinas, cliente servidor, no grupo de trabalho LAB3.
Em Server string coloque uma descrição da máquina como: Servidor do João. E no parâmetro interfaces você deve colocar a sua interface de rede interna, na maioria dos casos eth0.
O swat pode ser meio complicado de trabalhar, então PARA CADA parâmetro que alterar clique no botão "Commit changes", e confira se a sua configuração prevalece.
A maioria das opções podem ser deixadas em branco, veja na figura as opções que precisamos configurar agora. Então na primeira parte da sessão global os parâmetros vão ficar assim no arquivo do samba:
[global]
workgroup = LAB3
netbios name = SRV-LAB3-66
server string = Servidor do Joao
interfaces = eth0
Volte no terminal e abra o arquivo para ter certeza que o swat escreveu tudo, e corrija algo que estiver errado:
nano /etc/samba/smb.conf
Agora vá na sessão "Shares" no swat e clique no botão "Create share" depois de digitar o nome do novo compartilhamento (Público), para que seja criado.
Em seguida configure os parâmetros para que fiquem da seguinte maneira:
[Público]
comment = Pasta pública
path = /mnt/pub
valid users = +lab3
read only = yes
guest ok = no
browseable = yes
available = yes
O argumento "+lab3" na opção "valid users" indica um grupo, ao invés de usuários específicos.
Lembre-se de clicar em "Commit changes" e depois abrir o arquivo "/etc/samba/smb.conf" para conferir.
Por fim você deve checar as configurações com o comando testparm e depois reiniciar o serviço samba. Se houver algum erro, volte ao arquivo do samba e corrija.
testparm
service samba restart
Acessando da máquina cliente LINUX
Para acessar uma apsta do samba de uma máquina Linux e necessário instalar o pacote smbfs:
apt-get install smbfs smbclient
Em seguida devemos montar a pasta do compartilhamento em uma pasta na máquina cliente. O conteúdo do compartilhamento sera mapeado nesta pasta. Por exemplo:
mkdir /mnt/samba
mount -t smbfs //NOME-DO-Servidor/Público /mnt/samba -o username=joao
Com este comando você está acessando a pasta com o usuário joao, lembre-se de substituir o nome do servidor, ou do usuário.
Este é o jeito difícil de fazer a coisa. Você pode simplesmente ir pela interface gráfica, abrir o navegador de arquivos e ir no menu Rede. As máquinas do grupo de trabalho serão mostradas e com alguns clicks você terá acesso.
Com a outra máquina acessando o servidor, você pode checar os acessos à ele usando o comando "smbstatus".
Acessando da máquina cliente Windows
Nas maquinas Windows o nome da máquina e grupo de trabalho devem estar definidos. Vá nas propriedades de "Meu computador" e em "Nome do computador". Altere para o grupo de trabalho LAB3 e nomeia a máquina com um nome qualquer.
Em seguida vá em "Meus Locai de Rede" e no menu "Exibir computadores do grupo de trabalho". Você verá todas as máquinas da rede, basta clicar e acessar os compartilhamentos em cada uma.
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Configuração do DNS - Bind9
Agora que temos praticamente tudo funcionando vamos configurar o servidor DNS de forma que ele responda como autoridade sobre um domínio definido por você, e possa relacionar os nomes da rede com os IP's das máquinas.
Neste tutorial vamos criar a zona(domínio) lab3.femc, e criar entradas específicas para algumas máquinas da rede.
Primeiro confira se o pacote bind9 está instalado:
apt-get install bind9
Em seguida vamos configurar o arquivo de ocnfiguração principal do Bind:
nano /etc/bind/named.conf.local
Aqui podemos declarar a nossa zona e os arquivos de configuração dela. O conteúdo do arquivo será este:
zone "lab3.femc" IN {
type master;
file "/etc/bind/db.lab3";
allow-transfer { none; };
};
zone "XY.0.10.in-addr.arpa" {
type master;
file "/etc/bind/db.lab3.rev";
};
Cada parte entre chaves é a declaração de uma zona na qual o servidor responderá como autoridade. A segunda é uma zone reversa que serve para fazer consultas DNS inversas ao convencional (consultar qual o nome de determinado IP). Repare que é declarado a faixa de endereço IP da rede e não o nome de domínio como em "lab3.femc". Você deve colocar de acordo com a faixa de endereçamento da sua rede, por exemplo: Se a minha rede é 10.0.66.0 o texto na configuração da zona reversa será "66.0.10.in-addr.arpa", invertendo a ordem dos números no endereço IP dos 3 primeiros blocos.
Veja que são definidos os arquivos de configuração de cada zona, onde serão declaras as configurações adicionais.
Primeiro vamos ao arquivo "/etc/bind/db.lab3":
@ IN SOA srv-lab3-XY.lab3.femc. root.lab3.femc. (
2008061645 3H 15M 1W 1D )
@ IN NS srv-lab3-XY.lab3.femc.
@ IN MX 10 srv-lab3-XY.lab3.femc.
srv-lab3-XY IN A 10.0.XY.A
lab3.femc. IN A 10.0.XY.A
www IN A 10.0.XY.A
smtp IN A 10.0.XY.A
email IN A 10.0.XY.A
servidor IN CNAME srv-lab3-XY
cilente IN A 10.0.XY.B
Outra-maquina IN A 10.0.XY.C
pref IN A 177.36.207.3
Você deve substituir os XY de acordo com o seu número e os endereços IP de acordo com os endereços da sua rede. O "A", representa o IP definido no seu servidor, e "B" e "C" outros endereços quais quer.
Em seguida edite o arquivo de configuração da zona reversa, "/etc/bind/db.lab3.rev:
@ IN SOA srv-lab3-XY.lab3.femc. root.lab3.femc. (
2008061645 3H 15M 1W 1D )
@ IN NS srv-lab3-XY.lab3.femc.
254 IN PTR lab3.femc.
254 IN PTR srv-lab3-XY.lab3.femc.
254 IN PTR servidor.lab3.femc
254 IN PTR srv-lab3-XY
100 IN PTR Cliente
150 IN PTR OutraMaquina
Lembre-se de substituir o conteúdo pelos endereços e nome de acordo com a nomenclatura.
Assim que terminar de editar os arquivos, salve e reinicie o serviço de dns com o seguinte comando:
/etc/init.d/bind9 restart
OU
service bind9 restart
Caso ele apresente algum erro, volte nos arquivos de configuração e confira se não tem algum erro.
Se o bind reiniciou sem problemas você pode fazer login na máquina cliente e fazer os testes.
Primeiro teste se ao "pingar" um nome no qual foi definido na configuração do DNS ele será resolvido para o nome correto. Por exemplo, o nome "www" foi definido como 10.0.XY.A, então ao dar o ping o IP deve aparecer imediatamente:
ping -c 4 www.lab3.femc
PING www.lab3.femc (10.0.XY.A) 56(84) bytes of data.
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
Para testar a zona reversa você pode usar o comando nslookup seguido do endereço IP que deseja "perguntar":
nslookup 10.0.XY.A
Neste tutorial vamos criar a zona(domínio) lab3.femc, e criar entradas específicas para algumas máquinas da rede.
Primeiro confira se o pacote bind9 está instalado:
apt-get install bind9
Em seguida vamos configurar o arquivo de ocnfiguração principal do Bind:
nano /etc/bind/named.conf.local
Aqui podemos declarar a nossa zona e os arquivos de configuração dela. O conteúdo do arquivo será este:
zone "lab3.femc" IN {
type master;
file "/etc/bind/db.lab3";
allow-transfer { none; };
};
zone "XY.0.10.in-addr.arpa" {
type master;
file "/etc/bind/db.lab3.rev";
};
Cada parte entre chaves é a declaração de uma zona na qual o servidor responderá como autoridade. A segunda é uma zone reversa que serve para fazer consultas DNS inversas ao convencional (consultar qual o nome de determinado IP). Repare que é declarado a faixa de endereço IP da rede e não o nome de domínio como em "lab3.femc". Você deve colocar de acordo com a faixa de endereçamento da sua rede, por exemplo: Se a minha rede é 10.0.66.0 o texto na configuração da zona reversa será "66.0.10.in-addr.arpa", invertendo a ordem dos números no endereço IP dos 3 primeiros blocos.
Veja que são definidos os arquivos de configuração de cada zona, onde serão declaras as configurações adicionais.
Primeiro vamos ao arquivo "/etc/bind/db.lab3":
@ IN SOA srv-lab3-XY.lab3.femc. root.lab3.femc. (
2008061645 3H 15M 1W 1D )
@ IN NS srv-lab3-XY.lab3.femc.
@ IN MX 10 srv-lab3-XY.lab3.femc.
srv-lab3-XY IN A 10.0.XY.A
lab3.femc. IN A 10.0.XY.A
www IN A 10.0.XY.A
smtp IN A 10.0.XY.A
email IN A 10.0.XY.A
servidor IN CNAME srv-lab3-XY
cilente IN A 10.0.XY.B
Outra-maquina IN A 10.0.XY.C
pref IN A 177.36.207.3
Você deve substituir os XY de acordo com o seu número e os endereços IP de acordo com os endereços da sua rede. O "A", representa o IP definido no seu servidor, e "B" e "C" outros endereços quais quer.
Em seguida edite o arquivo de configuração da zona reversa, "/etc/bind/db.lab3.rev:
@ IN SOA srv-lab3-XY.lab3.femc. root.lab3.femc. (
2008061645 3H 15M 1W 1D )
@ IN NS srv-lab3-XY.lab3.femc.
254 IN PTR lab3.femc.
254 IN PTR srv-lab3-XY.lab3.femc.
254 IN PTR servidor.lab3.femc
254 IN PTR srv-lab3-XY
100 IN PTR Cliente
150 IN PTR OutraMaquina
Lembre-se de substituir o conteúdo pelos endereços e nome de acordo com a nomenclatura.
Assim que terminar de editar os arquivos, salve e reinicie o serviço de dns com o seguinte comando:
/etc/init.d/bind9 restart
OU
service bind9 restart
Caso ele apresente algum erro, volte nos arquivos de configuração e confira se não tem algum erro.
Se o bind reiniciou sem problemas você pode fazer login na máquina cliente e fazer os testes.
Primeiro teste se ao "pingar" um nome no qual foi definido na configuração do DNS ele será resolvido para o nome correto. Por exemplo, o nome "www" foi definido como 10.0.XY.A, então ao dar o ping o IP deve aparecer imediatamente:
ping -c 4 www.lab3.femc
PING www.lab3.femc (10.0.XY.A) 56(84) bytes of data.
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
64 bytes from www.lab3.femc (10.0.XY.A): icmp_req=1 ttl=64 time4.00 ms
Para testar a zona reversa você pode usar o comando nslookup seguido do endereço IP que deseja "perguntar":
nslookup 10.0.XY.A
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